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Nossa Senhora falou à Vicka: "O Paraíso se vive já aqui sobre a Terra!"
Postado em 22/11/2018, às 21:56:54
 
Uma profunda entrevista de Vicka, feita em 1994, sobre seus encontros com Nossa Senhora.

Vicka, Nossa Senhora visita esta cidadezinha já há 23 anos [1994] e nos deu muito. Alguns peregrinos, porém, limitam-se somente a “pedir”, e nem sempre escutam os pedidos de Maria: Você, o que me diz? Qual é a sua experiência sobre isso?

O homem está em contínua busca de algo. Se pedimos o amor verdadeiro e sincero a Maria, que é a nossa Mãe, Ela está sempre pronta a nos dar mas, em troca, espera também algo de nós. Sinto que hoje, de modo especial, vivemos um tempo de grandes graças, no qual o homem é convidado não somente a pedir, mas também a agradecer e a dar. Não estamos ainda conscientes de quanta alegria existe nesta oferta. Se eu me sacrifico por Nossa Senhora (porque Ela nos pede), sem pedir nada para mim mesma, e depois eu peço pelos outros, sinto no coração uma alegria especial e, através da oração, doar-se: o restante será dado no momento correto (justo).

Geralmente, em uma vida de sofrimento, o homem procura um remédio ou uma maneira de sair disso.

Nossa Senhora me explicou muitas vezes que, quando Deus nos dá uma cruz – a doença, o sofrimento etc –, deve ser acolhida como um grande presente. Ele sabe porque a confia a você e quando a tirará. O Senhor procura somente a nossa paciência. Sobre este assunto, Nossa Senhora diz: "Quando o dom da cruz chega, vocês não estão prontos a acolhê-lo, e dizem sempre: 'Mas, por que a mim e não a outra pessoa qualquer?' Se, ao contrário, começarem a agradecer e a rezar, dizendo: 'Senhor, obrigado por este dom. Se existe ainda algo para Me dar, estou pronto a aceitá-lo; mas Lhe peço que me dê a forças para levar a minha cruz com paciência e amor.'" E em vocês entrará a paz. Vocês não podem nem mesmo imaginar quanto valor têm os seus sofrimentos, aos olhos de Deus.”

É muito importante rezar por todas as pessoas que têm dificuldades em aceitar a cruz: eles têm necessidade das nossas orações; e com a nossa vida e o nosso exemplo, podemos fazer muito.

Às vezes, acontecem sofrimentos morais e espirituais que não se sabe bem como gerenciá-los. O que Nossa Senhora ensinou a você nestes anos?

Devo dizer que, pessoalmente, estou felicíssima, porque sinto uma grande alegria dentro de mim e tanta paz. Em parte, é mérito meu, porque desejo estar contente mas, sobretudo, é o amor de Nossa Senhora que me doa. Maria nos pede a simplicidade, a humildade, a modéstia. Tanto quanto me for possível, esforço-me, com todo o coração, em oferecer aos outros aquilo que Nossa Senhora me dá.

Em seu testemunho, você conta frequentemente que, quando Nossa Senhora a levou para ver o Paraíso, atravessou uma espécie de “passagem”. Acredito, porém que, se nós nos oferecemos e desejamos passar pelo sofrimento, a passagem está presente também em nossas almas, não é assim?

Certo! Nossa Senhora disse que “O PARAÍSO SE VIVE JÁ AQUI SOBRE A TERRA, E DEPOIS SIMPLESMENTE CONTINUA”. Mas, aquela “passagem” é importantíssima: se eu vivo o Paraíso aqui e o sinto dentro do meu coração, estarei pronta a morrer a qualquer momento, quando Deus me chamar, sem fazer condição. Ele deseja nos encontrar prontos, a cada dia, mesmo que ninguém possa saber quando chegará. Então, a “grande passagem” não é algo além da nossa prontidão. Mas, existe também aquilo que põe resistência e luta contra a ideia da morte. Por isto, com o sofrimento, Deus nos oferece uma chance: dá-nos o tempo e a graça para vencer a sua batalha interior.

Às vezes, porém, o medo prevalece...

Sim, mas o medo não vem de Deus! Uma vez, Nossa Senhora disse: “Se vocês sentem no coração a alegria, o amor, a satisfação, significa que estes sentimentos vêm de Deus. Mas, se chegam as inquietudes, insatisfações, ódio, tensão, devem saber que estes vêm de uma outra parte”. Por isto, devemos sempre discernir e, assim que a inquietude começar a girar na cabeça, no coração e na alma, devemos logo jogá-la fora. A melhor arma para tirá-la é o Rosário nas mãos: a oração feita com amor.

Você fala do Rosário, mas existem diversos modos de rezar.

Com certeza, mas o que Nossa Senhora nos recomenda é o Santo Rosário; e se Ela nos sugere, significa que Lhe agrada! Todavia, qualquer oração é boa, se é feita com o coração.

Você pode nos falar do silêncio?

Não é muito fácil, porque não estou quase nunca em silêncio! Não porque não o amo, pois o tenho como muito bom: no silêncio, o homem pode interrogar a própria consciência, pode recolher-se e escutar a Deus. Mas, a minha missão é a de encontrar-me com as pessoas, e cada pessoa me pede uma palavra. O silêncio maior se cria quando, a um certo ponto do testemunho, convido as pessoas a silenciar, enquanto eu rezo por todos os seus problemas e dificuldades. Este momento dura cerca de 15 ou 20 minutos, até mesmo meia hora. Hoje em dia, o homem não tem tempo de parar para rezar, em silêncio; por isso, proponho esta experiência, de modo que cada um possa encontrar um pouco a si mesmo e olhar para dentro. Depois, pouco a pouco, a consciência dará o seu fruto. As pessoas dizem que ficam muito contentes porque, naqueles momentos, sentem-se bem, como se estivessem no Paraíso.

Parece, porém que, às vezes, quando estes momentos de “eternidade” terminam, as pessoas recomeçam a falar e a distrair-se, perdendo a graça que tinham recebido na oração…

Infelizmente! Sobre este assunto, Nossa Senhora diz: “Muitas vezes, os homens escutam a Minha mensagem com um ouvido e depois fazem sair pelo outro, enquanto que, no coração, não permanece nada!” Não são importantes os ouvidos, mas o coração: se o homem deseja mudar a si mesmo, aqui existem muitas possibilidades; se, ao contrário, busca sempre o melhor para si mesmo, permanecendo egoísta, tornam-se vazias as palavras de Nossa Senhora.

Conte-nos dos seus encontros com Ela. Vocês rezam? conversam?

A maior parte das vezes, os nossos encontros são constituídos apenas de oração. Nossa Senhora ama rezar o Creio, o Pai Nosso, o Glória ao Pai. Nós também cantamos juntos… E também ficamos em silêncio. Antes, Maria falava mais, mas agora prefere a oração.

O homem tem uma grande necessidade da alegria, mas hoje, frequentemente, encontra-se triste e insatisfeito. O que você sugere?

Se rezamos com o coração sincero, a fim de que o Senhor nos dê a alegria, esta não nos faltará. Em 1994, tive um pequeno acidente: para salvar do fogo uma avó e seu netinho, fui gravemente queimada. Era realmente uma situação terrível: as chamas tinham me queimado os braços e o busto, o rosto e a cabeça. No hospital de Mostar [cidade próxima a Medjugorje], disseram-me que eu teria que sofrer uma cirurgia plástica. Enquanto a ambulância corria, disse para a minha mãe e à minha irmã: Cantem um pouco! A reação delas foi de surpresa: "Mas, como você pode cantar neste momento!? Não vê que está desfigurada?" Então, eu respondi: "Mas, alegrem-se! Agradeçamos a Deus!" Quando chegamos ao hospital, disseram-me que não mexeriam em nada. Uma amiga me vendo, disse: "Você está realmente mal: como pode permanecer assim?" Eu a respondi, serenamente: "Se Deus deseja que eu permaneça assim, eu o aceitarei em paz. Se, ao contrário, deseja que tudo seja curado completamente, significa que este episódio foi um dom para que eu salvasse a avó e a criança". Posso dizer também que estou no início da minha missão, na qual eu devo servir somente Deus. Acreditem em mim: depois de um mês não existia mais nada, nem mesmo uma pequena cicatriz! Eu estava realmente felicíssima! Todos me diziam: "Mas você se olhou no espelho?" Eu respondia: "Não, e não o farei. Eu me olho por dentro: sei o que se encontra no meu próprio espelho!" Se o homem reza com o coração e com amor, a alegria não nos faltará nunca. Mas hoje, se está sempre mais ocupado com as coisas que não são importante e se foge daquilo que dá alegria e felicidade. Se a família coloca em primeiro lugar as coisas materiais, não poderão nunca esperar na alegria, porque a matéria a retirará; mas, se desejamos que Deus seja a Luz, o centro e o Rei de nossa família, vocês não precisam temer: a alegria ali estará. Mas, Nossa Senhora, infelizmente, está triste, porque hoje Jesus está em último lugar nas famílias, ou até mesmo, não tem lugar!

Talvez, algumas vezes, exploramos Jesus, ou queremos que Ele seja como estamos esperando.

Não é tanto exploração: é um teste de força. Diante das diversas situações, nós logo dizemos: “Mas, isto eu posso fazer também sozinho! Por que eu devo procurar Deus se, algumas vezes, eu mesmo posso estar em primeiro lugar?” Isto é uma ilusão, já que não nos é dado passar por cima de Deus; mas Ele é tão bom e simples que nos permite – como se faz com uma criança – porque sabe que, cedo ou tarde, retornaremos a Ele. Deus dá ao homem uma liberdade completa, mas permanece aberto e espera sempre o nosso retorno. Você vê quantos peregrinos vêm aqui, todos os dias. Pessoalmente, não digo nunca a ninguém: 'Você deve fazer isto ou aquilo, deve acreditar, deve conhecer Nossa Senhora.' Se me pedem, eu lhes digo, mas isto permanece na sua livre vontade. E, então, se Nossa Senhora a trouxe até aqui, significa que espera de também alguma coisa! Você deve descobri-lo sozinho, em seu coração, aquilo que Ela espera de você!

Fale-nos dos jovens. Frequentemente, nos seus testemunhos, você fala deles.

Sim, porque os jovens encontram-se em uma situação muito, muito difícil. Nossa Senhora disse que podemos ajudá-los somente com o nosso amor e a nossa oração. Ela diz a eles: “Queridos filhos, tudo isto que o mundo hoje lhes oferece passa. Estejam atentos: Satanás deseja usar cada momento livre para si mesmo.” Neste tempo, o demônio está particularmente ativo entre os jovens e nas famílias. Ele deseja sempre mais destruí-la.

Como o demônio age nas famílias?

As famílias estão em perigo, porque não existe mais diálogo, não existe mais a oração, não existe existe nada! Por isto, Nossa Senhora deseja que se renove a oração em família: pede que os pais rezem com os filhos e os filhos rezem com os pais; assim, satanás é desarmado. Esta é a base da família: a oração. Se os pais tivessem tempo para os filhos, não existiram mais problema; mas hoje, os pais deixam os filhos sozinhos consigo mesmos, para terem mais tempo e por tantas coisas estúpidas, e não compreendem que, assim, os filhos se perdem.

Obrigada. Você quer acrescentar mais alguma coisa?

Que rezarei por todos vocês, especialmente aos leitores do Eco de Maria: eu os apresentarei a Nossa Senhora. Que a Rainha da Paz os abençoe com a Sua paz e com o Seu amor. Uma grande e sincera saudação de coração, de Vicka.

 
 

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